Dr. Beny Schmidt foi entrevistado pelo Jornal da Canastra.

O Conselho Regional de Medicina (CRM) concedeu ao patologista Dr.Beny Schmidt o registro de qualificação de Especialista em Neurologia. Com o reconhecimento, o médico tornou-se o único latino-americano que acumula os títulos de patologista e neurologista.


Ao ser reconhecido pelo CRM em duas cadeiras nobres da medicina, não necessariamente ligadas diretamente, Schmidt tornou-se uma sumidade médica inédita na história da medicina brasileira.Apenas um médico na Europa também acumula estes dois títulos.


“É uma honra ser reconhecido como o primeiro patologista neurologista da história da medicina brasileira, no ano em que completo 60 anos. Dediquei parte da minha carreira à neurologia, ensinando a estes especialistas os diferentes capítulos da Patologia Muscular e a interpretar biópsias musculares coletadas no maior arquivo mundial de Patologia Muscular, no setor da investigação de doenças neuro- musculares da Unifesp. 


Acredito que nunca é tarde para receber um reconhecimento como este, ainda mais pelo seu ineditismo na América Latina”, comemora Dr. Beny Schmidt


Foi com o maior carinho que Dr.Beny Schmidt aceitou ser entrevistado pela jornalista do Jornal da Canastra.

Eis a entrevista : 


Jornal da Canastra - Nome de seus pais:

 

Dr. Beny Schmidt : Dr. Beny Schmidt Benjamin José Schmidt e Sima Maria Schmidt.

 

JCanastra - Onde nasceu e mora atualmente?

 

Dr. Beny- Nasci no bairro da Pompéia, em São Paulo, onde vivo até hoje.

 

JCanastra - Fale-nos um pouco de sua família: filhos e esposa.

 

Dr. Beny
Agradeço a Deus pela minha família. Patrícia, minha esposa tão linda, é responsável pela minha vida. Dedica-se a mim e a meus filhos com prazer. É uma alma feminina extraordinária.
Anita, minha primogênita, é a menina mais inteligente que conheci na vida e o seu coração é maior que tudo.
Marco, meu filho do meio, é um encanto, da paz, músico, crítico da nossa condição humana, do capitalismo, vegano, incapaz de fazer mal a alguém.
Jaqueline, determinada, luta para cumprir a sua jornada. Delicada e raçuda, não tem medo de nada.

 

Jornal da Canastra - Como foi a sua infância?

 

Dr. Beny - Figura maior, o meu pai, homem extraordinário, ensinou-me tudo. Orgulho infinito, sou médico por causa dele e sempre desejei que ele sentisse por mim um pouco do orgulho que tive por ele.

Minha mãe, zeladora, sua companheira e ossatura ética e moral da família.

 

Jornal da Canastra - Fale-nos como foi a sua juventude!

 

Dr. Beny 
- Quis conquistar o mundo todos os dias, namorar, jogar futebol, estudar, saber de tudo. Sonhava sempre em encontrar um amor e construir a minha família.

 

Jornal da Canastra - Conta-nos um "causo" de humor de sua juventude ou de seu trabalho.

 

Dr. Beny - Entrei na faculdade de medicina com 16 anos, na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Aos 17 anos, num ambulatório de dermatologia, comecei a atender uma senhora que era surda. E, durante esse atendimento, fui chamado para ver outro caso. Nesse interim, a senhora surda já tinha sido atendida por outro colega e já havia entrado outra velhinha, mas eu não percebi. E quando perguntei para ela o que estava sentindo, ela não escutou. Pensando que fosse a surda, levantei-me e fui falar alto no seu ouvido. A senhora se levantou assustadíssima e saiu gritando pelo corredor, me chamando de louco. E eu lhe res pondia: “mas a senhora não é surda?” E ela: “surda é a sua avó!”

Jornal da Canastra - Como o sr descobriu a neurologia e a patologia em sua vida?

 

Dr. Beny - Descobri com o maior patologista do Brasil de todos os tempos, dr. Walter Edgard Maffei, de quem fui aluno.

 

JCanastra - O que o sr deseja ainda estudar, pesquisar ou descobrir na área de patologia ou neurologia?

 

Dr. Beny 
-Atualmente, me dedico a duas áreas específicas dentro da neuropatologia: a neuromodulação e a neurogenética. A neuromodulação poderá levar o ser humano a condições nunca antes imaginadas, como a recuperação de funções motoras a partir de le- sões neuronais e o aumento da longevidade humana, acoplado ao estudo que estamos fazendo agora, na Antártida dos genes que compõem o DNA das mito- côndrias dos músculos dos pinguins antárticos.

 

JCanastra - Qual foi a sua descoberta mais im- por tante, como patologista ou neurologista?

 

Dr. Beny
- Descrevi, com os maiores autores da época, a primeira mitocondriopati-aoriginada de um defeito do DNA mitocondrial na maior revista cientifica de impacto no mundo ( New England Journal of Medicine), em 1988, na Columbia Univer- sity. Este é meu principal paper.

 

Jornal da Canastra - Se o sr. fosse Ministro da Saúde o que faria nesta área para alavancar a saúde no Brasil?
A primeira medida seria conscientizar os idosos que aposentadoria não existe. Ou seja, acabaria com a aposentadoria, pois o ho- mem nasceu para trabalhar até o último segundo de sua vida, ser útil e os idosos que param de trabalhar inexora-velmente adoecem e morrem prematuramente, com péssima qualidade de vida. O trabalho, quando feito com amor, é sinônimo de saúde.
Depois, colocaria no Ministério da Saúde uma equipe absolutamente e tecnicamente competente. Na saúde, a política deveria encontrar todas as portas fechadas.
Em terceiro, promoveria uma conscientização em massa da população de que a saúde não se compra na farmácia, mas sim depende do nosso estilo de vida. 
Investiria pesadamente o dinheiro público na promo- ção de saúde. É muito mais fácil promover saúde que tratar qualquer doença.

 

Jornal da Canastra - Uma palavra para definir o Brasil, neste momento!

 

Dr. Beny -O país está sujo, física e politicamente falando.

 

Jornal da Canastra - Um livro que o sr. leu e gostou muito!

 

Dr. Beny “A revolução dos bichos”, de George Orwell.

 

Jornal da Canastra - E um filme que o sr. adorou!


Dr. Beny “O marido da cabeleireira”.


Jornal da Canastra - Como é ser avô?


Dr. Beny É tomar contato com a idade, refletir sobre a vida, sonhar com o futuro, embelezar a família, corrigir os erros do passado e seguir em frente, com res- peito e agradecendo a Deus por uma vida tão longa!

 

Jornal da Canastra - Qual é o poema que o sr escreveu e que mais gosta?

 

Dr. Beny - São três: 
“A Fogueira dentro da lareira” e “Enquanto a Vida Passa”, que estão nos meus livros da Trilogia do Amor, e “Se o amor bastasse”, do meu próximo livro, que se chamará “O Médico”.

 

Jornal da Canastra - Deixa uma mensagem para os brasileiros e a terceira idade!
É dever dos idosos agradecer a Deus por suas vidas longas e passar aos mais jovens os conhecimentos adquiridos para enaltecer o valor da nossa jornada. Cada segundo da nossa vi- da e da natureza é um milagre. A razão não foi feita para explicar a vida e embelezar o mundo talvez seja o real objetivo de todos os milagres,finalizou Dr. Beny Schmidt .
Uma homenagem ao :

 

Dr.Benjamin José Schmidt, pai de Dr.Beny e descobridor do Teste do Pezinho”, que completou 40 anos ,em 06 de junho!


O JCanastra agradece com carinho, ao Dr. Beny
por esta excelente entrevista!

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