Alongamento Muscular 3

 

 

Na semana passada diferenciamos os conceitos de elasticidade e viscoelasticidade. Ficou claro que a função dos músculos é a contração e geração de força, mas para muitos ainda pode ser difícil entender que o músculo esquelético não possui propriedade elástica. 

 

Vamos então invadir microscopicamente um sarcômero e deduzir a sua filosofia.
         

   As principais proteínas contráteis são a miosina e a actina, elas são reguladas pela ação da tropomiosina e da relação troponina/cálcio. Enxergamos esses filamentos deslizarem uns sobre os outros, encurtando ou relaxando os sarcômeros. Mas o importante é perceber que o comprimento dessas proteínas não se altera, quer seja na contração ou no relaxamento do músculo.
         

   Os filamentos de miosina muito mais grossos, 0, 01 µm apresentam dilatações periféricas que no deslizamento “engancham” em numerosos filamentos de actina, produzindo força e transmitindo energia às fibras colágenas dos tendões e dos ossos.
       

     Durante a nossa jornada são incontáveis contrações de tantos músculos involuntários: coração, diafragma, intercostais, extraoculares, músculos lisos das paredes vasculares...

Interessante também é compreender que no relaxamento as duas proteínas desacoplam o maior número de seus filamentos, mas muitos permanecem interligados. Esse justamente é o conceito do tônus muscular presente desde a nossa vida fetal.
      

      O tônus muscular reflete este estado ubíquo da musculatura que está contraída de forma regular. Talvez por esse motivo temos a impressão que o músculo possa esticar-se didaticamente. Mas o maior tamanho de um músculo acontece quando a maioria dos seus sarcômeros estão relaxados.
         

   No estado de repouso pode-se medir o maior tamanho possível de uma fibra muscular ou célula. Esses deslizamentos de miosina e actina consistem na essência desse motor incansável, a maravilha dos movimentos dos seres vivos.
           

Na próxima semana falaremos da importância dos exercícios de relaxamento na vida contemporânea, e de que forma eles podem interferir nas funções de outros tecidos e órgãos do nosso organismo.

 

Abraço!
Dr. Beny Schmidt

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