Lesões Musculares 4

         

 

 

 

 

 

           O princípio da vida é motor. O músculo esquelético é um dos melhores exemplos de tecido biológico que comprova este axioma. As fibras musculares estão num processo contínuo de remodelagem de suas organelas, sobretudo das proteínas contrácteis, descritas na semana passada: miosina e actina.

 

            Essa regeneração contínua se dá em todos os momentos da vida e torna-se muito mais intensa toda vez que ocorre uma lesão muscular.

            As principais células responsáveis pela remodelação das miofibras são as chamadas células satélites.

 

            No músculo esquelético elas se localizam na periferia das células. No caso de uma lesão elas por mitose multiplicam-se e migram para o local das rupturas musculares, e por um processo de polimerização miofibrilar, semelhante ao que acontece no músculo fetal ou nos seres humanos, até o final do crescimento do organismo reparam as células musculares. Essa parte do processo inflamatório chama-se reparação e é vital para manutenção da musculatura.

            As células satélites produzem material genético como DNA e RNA, que guiam a formação dessas proteínas.

 

            Outros dois tipos de células participam desse processo: as células tronco (da medula óssea ou do interstício) e os macrófagos. Os macrófagos são importantíssimos, pois fazem a “limpeza” do local da lesão para que as células possam se recuperar. Por esse motivo é digno de nota, que para respeitar o nosso metabolismo não se deve usar antiinflamatórios para tratar e/ou acelerar o processo de regeneração, pois corre-se o risco de termos sarcômeros deformados, que posteriormente serão mais suscetíveis a futuras rupturas e/ou lesões.

            Essa regeneração contínua das proteínas musculares renovando constantemente as células musculares é um dos exemplos mais belos da mágica da vida.

            Infelizmente com o passar dos anos, sobretudo nos idosos, o número de células satélites diminui e a recuperação das lesões musculares torna-se mais lenta assim como acontece com o metabolismo em geral do nosso organismo.

 

            Até a semana que vem se Deus quiser.

 

Um abraço!

Dr. Beny Schmidt

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